Bolsonaro volta atrás da MP da Crueldade

Jair Bolsonaro volta atrás da MP da Crueldade, primeiramente publicada na noite de domingo (22) uma Medida Provisória em que autorizava a suspensão do pagamento de salários por quatro meses. Posteriormente, na tarde de hoje (23), o “presidente” anunciou no Twitter a revogação do artigo que estabelecia a nova regra.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já havia classificado a medida como capenga. O absurdo era, sobretudo, flagrante.

O presidente Jair Bolsonaro deu sequência ao seu festival de sandices. Publicou a Medida Provisória 927 que permitia que as empresas cortem por quatro meses o salário de seus funcionários. O ato faria com que milhões de trabalhadores corressem o risco de perder sua renda imediatamente.

O papel do governo federal é o contrário! Passado o problema imediato de saúde pública, precisa estimular o movimento econômico com políticas públicas que se empenhem em manter o emprego. Especialmente de quem ganha menos e, naturalmente, está mais vulnerável ao delicado momento econômico.

As empresas naturalmente precisam ser socorridas. A Medida Provisória de Bolsonaro mandava a conta unicamente para a parte mais fraca do jogo: os mais pobres, que dependem de salário para sobreviver.

Como a economia vai ser reaquecida se as pessoas mais vulneráveis perderem ainda mais seu poder de compra? A crise exige medidas duras e não é fácil decidir qual caminho seguir. Porém, não se pode admitir que a conta seja encaminhada apenas aos mais pobres.

Depois de sofrer uma avalanche de críticas, Bolsonaro volta atrás da MP da Crueldade. O governo precisa cortar na própria carne, abrir mão de arrecadação em um momento tão difícil e estimular o movimento econômico para que o consumo tenha a menor perda possível.

Bolsonaro volta atrás da MP da Crueldade

O governo brasileiro pode, ainda, se basear na experiência de outros países que passaram pela pandemia da Covid-19 (coronavírus). Naturalmente as realidades econômicas e sociais são muito distintas de caso a caso, mas o que se vê é a tentativa de restituir a renda dos cidadãos mais pobres.

Justamente porque eles são os pilares da sustentação da economia. São os consumidores que podem fazer com que as lojas vendam, as indústrias produzam, os serviços sejam prestados.

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