Bolsonaro quer fugir da responsabilidade

O presidente Jair Bolsonaro quer fugir da sua responsabilidade. Como chefe do Poder Executivo, o que esse cidadão deveria estar fazendo? Liderando entendimentos entre empresários e trabalhadores, mediando as necessidades dos informais e dos desempregados. Desenvolvendo, portanto, políticas públicas de atendimento às crises de saúde e econômica que estão se instalando no País.

A exemplo dos presidentes de diversos países. De direita, de esquerda. Ditadores, democratas. Antecipada ou tardiamente. Afinal, perceberam a gravidade da situação.

Na manhã de hoje, voltou a andar pelas ruas, colocando vidas em risco. E estimulando que outras pessoas façam o mesmo. Segue, sobretudo, debochando de um vírus que preocupa o mundo.

Bolsonaro, no entanto, não é um líder. Nunca liderou coisa alguma na vida. Sempre foi um agitador baixo. E simplesmente não tem plano nenhum para o momento. Pelo contrário, estimula as pessoas a irem às ruas, mesmo com uma pandemia matando dezenas de milhares de pessoas mundo afora.

Para não tomar as atitudes que precisa tomar, manda milhões de brasileiros pagarem com a própria vida pela sua absoluta incompetência. É como se dissesse: “trabalhem, façam a economia girar. Porque eu não sei o que fazer”.

Porém, essa “tática”vai custar muitas vidas.

Quer fugir da responsabilidade

Eu não queria estar falando novamente desse cidadão. Sua inaptidão para ocupar qualquer cargo público foi mais do que provada em seus 30 anos de Congresso Nacional, sem nenhuma ação política relevante para o País. Sua incapacidade é tão clara que é seguidamente desautorizado por seus subordinados.

Bolsonaro, infelizmente, quer fugir da responsabilidade. Não age para salvar vidas ou manter empregos. Preocupa-se apenas em poder apontar, ao fim da crise, para culpados imaginários. Enquanto governadores, prefeitos e muitas outras autoridades arregaçam as mangas e trabalham como podem, o presidente faz piada. Sem nunca ter apresentado o resultado dos exames que diz terem atestado que ele não está infectado.

No entanto, precisamos lembrar que a própria Agência Brasileira de Inteligência (Abin) havia alertado o presidente sobre a gravidade do que estava por vir. Mas ele preferiu seguir fazendo memes.

Qualquer cidadão racional desconfia da palavra do presidente.

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