Base do governo atinge 14 dos 17 votos

Com as finanças combalidas, prefeituras de todos os portes no país estão lançando mão da alternativa de revisar as plantas genéricas de valores de seus municípios, o que causa reflexo imediato na cobrança de IPTU. Por ser uma medida de extrema impopularidade, esse reajuste geralmente fica anos sem acontecer e, quando vem, evidentemente causa muita confusão. O IPTU é o imposto mais significativo para os cofres municipais e a medida, adotada em cidades como Florianópolis, Blumenau e Itajaí, também foi implementada em Tubarão. Na sessão de segunda-feira, a Câmara de Vereadores aprovou projeto de lei que tramitou em regime de urgência e contou com a aprovação dos vereadores Cascão (PMDB), Socadinho (PMDB), Lucas Esmeraldino (PSDB), Xandão (PSDB) e Marcone (PSDB), deixando claro que as configurações de base do governo já podem ser atualizadas. A medida é evidentemente bélica, ainda mais quando acompanhada de aumentos na Cosip e na taxa do lixo, que também deram alento à arrecadação municipal. O trâmite em regime de urgência também merece ser contestado, pois evidentemente dificulta o debate por parte dos vereadores e do público em geral. Mas o fato marcante é o crescimento já cristalino da bancada do governo na Câmara, alcançando dois dos três vereadores do PMDB e dois dos quatro do PSDB – é razoável considerar que o titular José Luiz Tancredo não teria se alinhado ao governo, como fez o suplente Marcone.

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