As eleições municipais de 2020 terão menos partidos

Independentemente dos resultados do segundo turno nas disputas estaduais e na federal, temos uma realidade imposta pela legislação para a próxima eleição municipal: salvo alguma mudança legal, é quase certo que haverá uma redução significativa de partidos envolvidos. Uma pequena parte desse efeito se dará pela cláusula de barreira imposta no pleito de 2018, que colocou 14 partidos abaixo do desempenho mínimo para ter tempo de TV e fundo partidário: Rede, Patri, PHS, DC, PCdoB, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC. Estes provavelmente realizarão fusões entre si e com siglas maiores, já gerando uma redução. Mas o principal fator é o fim das coligações proporcionais. Tomemos como exemplo a eleição de Tubarão em 2016. Nela, tivemos 14 partidos diretamente envolvidos: PP, PSD, PSB, PPS, DEM, PRB e PCdoB apoiando Joares Ponticelli; PSDB, PMDB, PR, PTC e PMN apoiando Carlos Stüpp; PT com Olavio Falchetti; e PSC com Edi da Farmácia. Acontece que metade destes partidos lançou dois candidatos ou menos, limitando-se a completar a lista dos coligados. Como isso não vai ser mais permitido, estas sete siglas vão precisar viabilizar as próprias chapas ou tendem a sair do processo. Um efeito cascata ao inverso, de baixo para cima, que pode gerar a extinção dos partidos que não conseguirem se fazer representar nos municípios Brasil afora.

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