Adesão do MDB a Moisés é o fato político do 2º turno

MDB e PSD venceram, de mão dadas, as últimas quatro eleições em Santa Catarina. O divórcio foi ensaiado por meses e confirmado nas convenções eleitorais, quando cada partido resolveu lançar seu próprio candidato, encerrando o rodízio que elegeu Luiz Henrique da Silveira em 2002 e 2006 e Raimundo Colombo em 2010 e 2014 – ressalte-se que o DEM, antecessor do PSD, não apoiou Luiz Henrique na sua primeira eleição, mas aderiu ao governo em seguida. Para a surpresa geral, Mauro Mariani (MDB) ficou de fora do segundo turno e o adversário de Gelson Merisio (PSD) é Comandante Moisés (PSL), um novato em disputas eleitorais que fez carreira como bombeiro e ocupando cargos comissionados na Secretaria de Justiça e Cidadania, comandada por Ada de Luca (MDB), reeleita deputada estadual. O fato é que o MDB se declarou neutro na disputa, mas a adesão de lideranças à campanha de Moisés foi mais que imediata – para constatar, basta consultar as redes sociais dos maiores nomes do partido no Estado, das lideranças locais e até mesmo de assessores que agem por orientação de seus contratantes. É uma faca de dois gumes: dá volume à campanha e traz a sensação de que o partido de Mauro Mariani ainda está na disputa.

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