A República de Tubarão deixou Cleicio sozinho

A foto é emblemática: o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, e o gerente regional, Hélton Perraro, sozinhos, em meio a lideranças políticas que estavam, no estrito cumprimento de suas obrigações, cobrando-lhes uma posição sobre o vai e vem de comando das unidades entre Criciúma e Tubarão. Na reunião realizada na sexta-feira na Acit, a República de Tubarão deixou Cleicio sozinho. O presidente demonstrou a inexperiência política condizente com sua chegada repentina ao poder, passando a sensação de ingenuidade, evidenciada no choro ao fim de um evento extremamente civilizado. Não se dispôs a dar entrevistas, indicando que seu subordinado falasse. Com o tempo, provavelmente aprenderá que seu papel não é definir quem os jornalistas devem ou não entrevistar. É estar permanentemente disponível a prestar esclarecimentos exaustivos. Está aparentemente bem-intencionado, e poderia ter se saído melhor em suas explicações se estivesse ladeado por lideranças que não hesitam em sair nas fotos de notícias que julgam positivas para seu trabalho, mas cuja efetividade ainda precisa ser explicada. Por onde andava, por exemplo, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Lucas Esmeraldino? Afinal, a autonomia regional da Celesc é fundamental para as empresas que dependem do adequado fornecimento de energia elétrica para gerar esse tal desenvolvimento econômico. Lucas estava no Sul do Estado, como revelam suas selfies nas redes sociais. Poderia participar desse debate, e ao menos impedir que Cleicio apanhasse sozinho. Poderia transmitir uma palavra em nome de seu governo aos empresários que estão de cabelo em pé com essas idas e vindas. Não se dignou a mandar nem sequer um representante. Esta era a foto mais importante em que a República de Tubarão deveria ter aparecido até agora.

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