A Guarda que custa R$ 3 milhões

Tubarão tem a Guarda Municipal que custa R$ 3 milhões por ano. Esse é, afinal, o valor que foi gasto em 2019 pelo Município para a manutenção do órgão. Seus servidores, no entanto, pouco têm aparecido para remediar os problemas de trânsito gerados pelas obras de saneamento. Da mesma forma, também não é vista para administrar a sempre caótica saída das escolas em horários de pico.

A Guarda que custa R$ 3 milhões segue desaparecida das ruas. Em contrapartida, é possível vê-la tentando fazer atividades para as quais a Polícia Militar é muito melhor preparada. Pouco se vê na proteção do patrimônio público. Além, claro, do envolvimento em polêmicas como a agressão a um idoso, que acabou flagrada por cidadãos no Centro da cidade, à luz do dia.

O mais espantoso é o fato de a Guarda Municipal dispor de apenas 33 servidores. Parece muito dinheiro para pouca gente. Um grupo tão pequeno contou com aumento de mais de 50% nos seu custo nos últimos quatro anos, sem que haja retorno objetivo à sociedade.

Guarda de R$ 3 milhões não cuida nem da Área Azul

Nem mesmo a fiscalização da Área Azul foi assumida pela Guarda que custa R$ 3 milhões. Ainda assim, o orçamento do grupo não para de crescer. Só com folha de pagamento dos 33 guardas, foram R$ 2.333.933,91 em 2019. Certamente a falta de resultado efetivo não se deve a problemas salariais.

Para efeito de comparação, pode o gasto com a Guarda Municipal em 2019 foi:

  • 1,7 vez o que foi gasto com Promoção da Cultura;
  • 3,5 vezes o que foi gasto com a Defesa Civil;
  • 5,6 vezes o que foi gasto com o programa “Se essa rua fosse minha”;
  • 11,7 vezes o que foi gasto com Fomento ao Desenvolvimento Rural.
ProgramaGasto em 2019
Manutenção da Guarda MunicipalR$ 3.148.252,60
Promoção da CulturaR$ 1.751.228,83
Manutenção da Defesa CivilR$ 880.774,61
Se Essa Rua Fosse MinhaR$ 557.876,81
Fomento ao Desenvolvimento RuralR$ 269.046,88

Guarda usou argumento para se trancafiar

Com efeito, vale lembrar que a Guarda Municipal sumiu das ruas no final do governo anterior. O próprio diretor do órgão admitiu publicamente que a falta de armas de fogo foi apenas um argumento para “se trancafiar no quartel”. Embora quartel seja geralmente usado para designar abrigos de militares, e não de civis.

Em seguida, a Guarda ganhou imóvel, muitas gratificações e um imenso reforço financeiro. Caminho inverso ao feito pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. Lá ocorreu a extinção da Guarda Municipal, com a reversão dos profissionais para a função de agentes de trânsito. O retorno para a sociedade é muito maior e a segurança dos profissionais também.

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