A crise mostra o presidente que temos

A crise da Covid-19 mostra o presidente que temos. Jair Bolsonaro conseguiu a proeza de colecionar fiascos durante os últimos dias. Além, aliás, dos que já vinha acumulando. Fica claro, portanto, que precisamos driblar as suas declarações absurdas para superar esse momento tão delicado. Não podemos, acima de tudo, depender de Jair Bolsonaro.

Enquanto governos estaduais e prefeituras tomam medidas drásticas e corajosas, o presidente da República se presta ao papel de defender unicamente o interesse econômico dos operadores do mercado financeiro. Por mais que se tente não politizar o debate de uma crise de saúde pública, é impossível não notar que o presidente derreteu a ponto de nem mesmo ser levado em consideração.

A crise mostra o presidente que temos

  • Bolsonaro integrou a comitiva brasileira que visitou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nada menos que 22 pessoas desta comitiva já tiveram resultado positivo para o vírus;
  • O presidente, no entanto, garante que seu resultado deu negativo. Porém, se recusa a apresentar o exame.
  • Em entrevista, chegou a admitir a possibilidade de ter contraído a doença;
  • Com alta suspeita de estar infectado e com sua situação em estágio de monitoramento, Bolsonaro cometeu um atentado à saúde pública ao participar de uma manifestação de defesa do seu governo, em Brasília. Tocou dezenas de pessoas, contrariando todas as instruções passadas por especialistas de todo o mundo;
  • Posteriormente à temerária participação ao ato, a irresponsabilidade seguiu: o presidente classificou como histeria a preocupação da população. Embora já haja registros de 10 mil mortes no mundo;
  • A maior preocupação do presidente é com os dados da economia. Manifestou-se contra o fechamento de lojas e shoppings, mesmo sabendo que a pandemia é mundial e o vírus se transmite com facilidade;
  • Em uma entrevista coletiva, voltou a menosprezar os efeitos desta doença terrível. Usou a máscara de proteção das mais diversas maneiras, todas absolutamente contrárias aos protocolos;
  • Em mais um ato de total irresponsabilidade, tratou o fato de ele próprio poder estar infectado como “gripezinha“. Vale lembrar que o presidente admitiu publicamente a possibilidade de ter infectado pessoas na manifestação do dia 15. Na data, ele estava ciente do risco que oferecia aos manifestantes.
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