A bagunça do MEC já atinge cada escola

“O ministro é uma pessoa do bem, mas gerencialmente incompetente, e não tem preparo emocional para conduzir a Educação do país”. A definição de Marcus Vinícius Rodrigues, logo após ser demitido da presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira (Inep), é discutível. Faltam elementos para considerar que o colombiano Ricardo Vélez Rod\rigues, titular do Ministério da Educação (Mec), possa ser classificado como “pessoa do bem”. Sua incompetência e falta de preparo emocional ficaram evidentes em entrevistas e em uma sabatina na Câmara dos

Deputados, ocasião em que foi, no campo dos argumentos, cruelmente surrado por diversos parlamentares – viralizou a indignação de Tábata Amaral (PDT-SP). A questão passou do folclore, e hoje gera problemas seríssimos a toda a educação brasileira, inclusive em cada escola de ensino básico.

Criado em 2006, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) reúne 60% dos recursos da educação pública brasileira – em 2018, foram R$ 157 bilhões. Quando foi criado, estava prevista sua extinção em 2020, e o governo atual precisa, obviamente, decidir como a questão será tratada daqui em diante. Se o fundo vai ser prorrogado, se vai ser sucedido por outro programa, ou se as escolas serão largadas à própria sorte. O Fundeb é uma experiência bem-sucedida de distribuição de recursos entre União, estados e municípios, e todos os entes dependem do seu funcionamento. As condições para que cada prefeitura mantenha suas folhas e estruturas físicas dependem do governo parar de tratar os professores como os causadores de nossos problemas sociais.

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